A cerimônia de entrega do GRAMMY Awards no último domingo, em Los Angeles, teve como uma das principais ganhadoras a cantora Beyoncé, que venceu em três categorias, incluindo Álbum do Ano. Se Anitta e Milton Nascimento, indicados ao prêmios em distintas categorias, não saíram vitoriosos, o mesmo não pode-se dizer dos engenheiros Dani Pampuri e Matheuz Braz, também brasileiros, que trabalharam no disco vencedor “Cowboy Carter”, da estrela pop.
O disco, que integra uma trilogia iniciada por “Renaissance” (2022), explora gêneros musicais profundamente enraizados na cultura negra, reafirmando o impacto artístico e social da cantora. Apesar de ser recordista em indicações e vitórias no GRAMMY, Beyoncé nunca havia sido contemplada com o troféu principal — foi indicada a ele quatro vezes desde 2010.
Pampuri e Braz contribuíram no projeto ao lado de uma equipe de renomados profissionais da indústria musical, incluindo Ryan Beatty, Camaron Ochs, Terius “The-Dream” Gesteelde-Diamant, Dave Hamelin, S. Carter e Raphael Saadiq. Dani colabora com Beyoncé desde 2019, trabalhou como engenheiro de som no álbum da cantora “The Lion King: The Gift”, trilha sonora que acompanhou o remake em live-action de “O Rei Leão”. Também foi parte fundamental no álbum gravado ao vivo na histórica performance de Beyoncé no Coachella, que se tornou o celebrado documentário musical “Homecoming”.
Já Matheus Braz iniciou sua parceria com Beyoncé em 2021, participando da produção de “Be Alive”, faixa da trilha sonora do filme “King Richard: Criando Campeãs” (´sobre o pai das tenistas Serena Williams e Venus Williams). Desde então, Matheus tem sido peça-chave na equipe da cantora, contribuindo também para “Renaissance” e “Renaissance: A Film by Beyoncé” (2023). Além de produções internacionais, ambos trabalham com frequência em projetos de artistas brasileiros. Dani Pampurri, por exemplo, já mixou álbuns de nomes como Baco Exu do Blues, Rael e Marina Sena.
Grande nome da cena roqueira nacional nos anos 1990 e 2000, a banda brasiliense Raimundos retorna ao mercado com energia renovada. E prepara o álbum “XXX”, que chega aos tocadores ainda neste primeiro semestre, dez anos após o último lançamento inédito do grupo conhecido por hits como “Mulher de Fases” e “A Mais Pedida.
Depois do single “Maria Bonita”, apresentado em novembro de 2024, agora é a vez da banda subir “Os Calo”, que, assim como a primeira, vai integrar o repertório do álbum previsto para breve. A música é carregada de riffs marcantes e batidas certeiras — som clássico do Raimundos, mas com frescor dos tempos atuais. Como uma ode aos trabalhadores brasileiros, “verdadeiros heróis do dia a dia”, a faixa celebra a luta e a resiliência de quem corre atrás, sem abrir mão da irreverência afiada que só os veteranos do rock nacional sabem entregar.
Para Digão, guitarrista e vocalista do Raimundos (e único integrante da formação original), “Os Calo” é um hino aos que batalham no dia a dia. “Essa música tem um significado muito forte, representa o cara que rala e faz acontecer. Mostra que o Raimundos tem o porquê de estar na ativa, fazendo shows e lançando músicas novas. ‘Os Calo’ provoca vontade de soltar um palavrão e se jogar numa roda punk insana!”, afirma.
Nascido em 1987, o Raimundos surgiu em Brasília misturando influências inusitadas, do forró ao punk rock, e construiu uma identidade única dentro da música brasileira. Na época, tinha na linha de frente Digão, Rodolfo Abrantes e Canisso. Com o passar do tempo — incluindo a saída de Rodolfo e a morte de Canisso — Digão se juntou a Marquim, Caio e Jean, renovando a sonoridade da banda, mas sem perder a pegada irreverente e explosiva que conquistou gerações.
Nos palcos, o Raimundos continua a entregar energia bruta, seja nos momentos mais intensos ou até nas músicas mais “calminhas”. No momento, a banda viaja com o show “30 Anos de Raimundos” — que neste fim de semana será levado a Balneário Camboriú (sexta, dia 7) e Florianópolis (sábado).
Em 2022, três importantes representantes do piseiro se juntaram para um show especial, realizado em paralelo às suas agendas solo. Vitor Fernandes, João Gomes (principal artista do gênero) e Tarcísio do Acordeon estão lotando espaços por onde passam com o show em trio, denominado PIZRO. “É um projeto genuinamente nordestino, que vem conquistando o país, ganhando notoriedade nas demais regiões (além do nordeste, onde o piseiro surgiu) e atraindo multidões por onde passa. Desta forma, o PIZRO hoje é um dos principais e mais disputados shows/festivais de música da atualidade”, informam os organizadores.
Nesta sexta-feita, dia 7, o trio volta ao palco do Espaço Hall, na Barra da Tijuca, para mais uma apresentação, que deve durar cerca de quatro horas, com performances solo, em dupla e em trio. Do repertório do pernambucano João Gomes devem ser apresentadas faixas como “Dengo”, “Se For Amor”, “Meu Pedaço de Pecado”, “Se For Amor”, “5 da Manhã”, “Eu Tenho a Senha”, “Meu Bem”, “Eu Não Dou Conta” e “Piloto”.
O cearense Tarcísio do Acordeon, cantor e sanfoneiro renomado — que iniciou a carreira inspirado em ídolos como Luiz Gonzaga e Dominguinhos –, apresentará hits como “Proteção de Tela”, “Nega”, “Chorei na Vaquejada”, “Meia Noite”, “Rolê”, “Só Não Divulga”, “Coração de Vaqueiro”, “Deixa eu Te Superar” e “Não Vou te Bloquear”. Por sua vez, o pernambucano de Petrolina Vitor Fernandes, considerado um dos pioneiros do movimento piseiro, cantará seus sucessos “Se For Amor”, “Minha Saudade”, “Vou Falar Que Eu Não Quero”, “Acaso”, “Será Que Dá Certo?” e “Saudade e Solidão”.
Ele mostra o que tem de bom em projetos sociais em toda a cidade.
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AGORA É GUERRA, com Gabriel Guerra.
Rita Lusiê bate um papo com pessoas que fazem a diferença no mundo do empreendedorismo nas diversas culturas sociais e econômicas.
NA SOCIAL, um podcast descontraído e cheio de informação na informalidade.